quarta-feira, 12 de março de 2008
O perdão de cada dia
ORA, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.
E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?
Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.
Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés.
Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.
Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.
Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos.
Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos.
Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Queria destacar neste texto dois pontos: o primeiro é a humildade de Jesus, descrita nos quatro Evangelhos e tema hoje de pregações, estudos e livros. É interessante ler no final da passagem, "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou." Como alguém que antes lavava os pés de seus discípulos, logo depois se dizia mestre? E ainda assim o chamamos de humilde!? Apesar de todo o trabalho que faz, de todo o tempo que gasta em prol da ABU, sem se vangloriar, não diremos que o Lucas Rolim é humilde, se na próxima reunião ele vier dizendo que é o nosso mestre.
Penso que a "humildade total" está muito acima de palavras ou dizeres. Estes estão presentes na humildade, mas esta é também ação e amor. E é nesse momento que destaco o segundo ponto do texto.
Quando fazem aquela clássica pergunta: "Por que Jesus veio ao mundo?". A resposta também é clássica: "para nos salvar!". Isto é verdade, verdade pura e única verdade. É através de todo este "plano de salvação", de toda esta "história de amor", que entendemos a humildade plena, através da vida de Jesus. Esta semana lendo um conhecido escritor cristão, li exatamente sobre este texto (João 13.1-15), e ele fazia uma analogia entitulada "Parábola da Salvação", a qual queria compartilhar aqui.
Jesus ao lavar os pés dos discípulos, estava representando a salvação e o perdão dos nossos pecados. Pedro se recusou a ser-lhe lavado os pés, o que levou Jesus a dizer: "Se eu te não lavar, não tens parte comigo." Com essa fala, Pedro não só aceitou que seus pés fossem lavados, como abusou, pediu que lhe fosse lavado todo o corpo. "Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo."
Quando aceitamos Jesus como nosso salvador e chegamos a ele por meio do arrependimento e da fé, somos lavados (por completo). Isso no meio teológico é chamado de justificação ou regeneração, representado pelo batismo e não mais repetido. Como a vida continua, nos sujamos, ficamos enlamaçados pelas "ruas imundas do mundo". Mas aí, não precisamos de outra regeneração ou batismo e sim do perdão diário, que nos é dado quando chegamos a Jesus Cristo por meio do arrependimento e da fé.
Que tenhamos a prática de reconhecer nossos pecados, arrepender-nos e assim chegar a Jesus. Uma última pergunta: "Você já chorou por ter se arrependimento?"
sábado, 9 de fevereiro de 2008
E ae CALOURO de 2008!!! Parabéns pela sua conquista!!! Estamos muito felizes por vocês. Sério mesmo. Nós da ABU Viçosa, todo ano, realizamos uma super recepção pra calourada. A gente sabe que a maioria de vocês não conhece a cidade e, além disso, sempre chegam com fome (alguns nem toma café hauhauuah) pra fazer a matrícula. Pensando nisso, na primeira e segunda chamada, a gente monta um espaço bem bacana com um lanchinho, informações sobre apartamentos vagos, repúblicas com vaga, possíbilidade de montar república com o pessoal que está chegando e muita gente bacana pra recepcionar vocês. Somos uma espécie de facilitadores. Não se preocupe: não é um truque para vocês receberem trote secretamente. Queremos realmente ajudar e estabelecer um relacionamento de amizade. Não vai ser difícil nos achar. Terá uma tenda branca e uma faixa em frente a Igreja Presbiteriana de Viçosa, que fica na avenida principal da cidade (P. H. Rolfs).Informações importantes para você, Calouro!!!
As matrículas serão iniciadas nos dias 11 e 12 de Fevereiro (primeira chamada) e o início das aulas do primeiro período letivo é no dia 03 de Março. Mas não se esqueça que sua matrícula deve ser confirmada no dia 02 de Março, Domingo, no mesmo local onde foi respondida a primeira chamada (Centro de Vivência - UFV). Confira a documentação exigida, a taxa de matrícula (R$46,00) e as datas das próximas chamadas no site da COPEVE.
Qualquer informação a mais, seja sobre a recepção aos calouros ou sobre a ABU, entre em contato com a gente. Lucas Rolim - rolim.menezes@gmail.com (presidente da ABU Viçosa) e Mateus Rezende - mateus.rezende@gmail.com (vice-presidente da ABU Viçosa)
Espramos vocês e Boa sorte nesse ano!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Imagem: SXC
Em Janeiro, somos cercados de mensagens de esperança de um ano melhor e propomos, então, a nós e aos que estão próximos uma renovação física, espiritual e mental. Uma série de metas para o novo ano são listadas expressando um desejo de que o ano que se inicia seja melhor que o anterior. Essas metas já nos são conhecidas pois quem nunca se propôs a emagrecer, cuidar mais da saúde, fazer novos amigos, ser uma pessoa melhor ou arranjar um namorado(a)?
É muito bom ter este tempo de acreditar no amanhã, respirar novos ares, curtir o verão, viajar, não se preocupar com estudos e trabalho, se dedicar a família, amigos e acordar tarde. Mas este clima de tranqüilidade, paz, esperança, renovação, mudança de velhos hábitos não dura muito, se finda no início dos próximos meses.
De repente é fevereiro, março e a rotina de trabalho e estudo voltam. Todo este ar de esperança de um novo tempo se dissipa e se substitui por cansaço, estresse, afobamento, enfim, tudo que é contrário ao velho espírito da virada de ano. O pensamento de que está de volta a realidade que é mais crua e nua que qualquer outra verdade é dominante. E as pessoas voltam a caminhar pelas ruas de rosto franzido e a realizar suas tarefas com correria esquecendo-se de todas as suas promessas. Tornam-se muito diferentes daquelas esperançosas que iniciaram o ano com um sorriso para o mundo.
Porém, o retorno à rotina não é o responsável pela infelicidade humana e pensar que o trabalho e o estudo matam nossa esperança é esmurrar muro com faca na tentativa de derrubá-lo, pois são os trilhos que conduzem a dias melhores. As pessoas culpam o emprego, a faculdade, a família, e o mundo por sua insatisfação, quando, na verdade, não sabem lidar diariamente com suas próprias vidas, suas ansiedades, e problemas. Culpar o externo não muda a realidade, não muda a correria, não ‘desfranzi’ os rostos, já que o problema é o que está no interior dos homens, é a maneira que os olhos enxergam a vida.
A vida, então, passa ter a cara que pinta diariamente. Isso mesmo, a desfrutamos dia a dia, e não anualmente. Nossa renovação, portanto, tem que acompanhar a nossa vivência, tem de ser diária. A cada novo dia nasce uma nova oportunidade de mudança, de melhora. E a proposta de renovação, o sentimento de esperança não podem nos entusiasmar só no inicio do ano.
É preciso renovação constante! O desafio é ter esperança em meio a tribulação da rotina, encorajar a si e aos outros continuamente durante o ano. O tempo de limpar as coisas velhas que nos incomodam, de mudar o que não está certo e consertar o estragado é no momento em que se percebe a existência dos mesmos e não anualmente.
Precisamos, portanto, de corações agradecidos e renovados pelo Dono de nossas almas, o Senhor. Ele é quem pode nos dar ânimo novo constantemente e desembaçar nossa visão para podermos assim, vislumbrar dias melhores e querer mais de nós e dos outros durante todo o ano. Nossa esperança, então, não mais se dissipará com o tempo, antes, estará firme naquEle que era, é e o será para sempre.